Película #51 - 28 Days Later
Chamado de “Extermínio” por aqui, sinto que este filme não teve a atenção merecida aqui no Brasil, apesar de ser um grande sucesso de crítica e público fora daqui.
Antes do Oscar, Danny Boyle dirigiu este longa de baixo orçamento, mas com algumas ideias bem interessantes. Seguindo o roteiro escrito por Alex Garland, vemos Londres de um futuro não muito distante dominada por zumbis pessoas infectadas com um vírus conhecido como “Rage”, que os deixa loucos hiperativos. Aí começa a batalha pela sobrevivência das poucas pessoas que sobraram com a sanidade em dia. Até aí nenhuma novidade, o charme deste filme está na maneira em que a história é contada, muito mais imersivo do que estamos acostumados a ver, mais emocional e pessoal.




Tanto 28 Days Later, como sua sequência, 28 Weeks Later, são tratados como filmes de zumbi. Mas na verdade, os infectados de ambos os filmes não seguem as características clássicas do gênero. Normalmente, zumbis são lentos, não-inteligentes, famintos por carne humana e estão mortos. Já os infectados do filme são rápidos e ainda estão vivos, apesar do vírus os manter sob um estado raivoso incontrolável. Eles podem ser mortos como um ser humano qualquer, mas não sentem dor nem demonstram sentimentos.
Devido ao baixo orçamento ($15 milhões), não era possível isolar as ruas de Londres para fazer a filmagem, portanto as cenas externas foram todas rodadas em poucas horas ao amanhecer em dias de semana. O elenco tinha apenas alguns poucos minutos para rodá-las a cada dia, sendo que pessoas da equipe pediam aos poucos pedestres que ocasionalmente apareciam para que aguardassem até que a cena fosse concluída.
Alex Garland também trabalhou com Boyle em “A Praia” e “Sunshine”. Recentemente, escreveu o roteiro inicial de Halo, filme baseado na famosa série de video-games com o mesmo nome.
O filme acabou se tornando bastante lucrativo, tendo arrecadado mais de $80 milhões.
Por Anderson Tomazi.

Película #51 - 28 Days Later

Chamado de “Extermínio” por aqui, sinto que este filme não teve a atenção merecida aqui no Brasil, apesar de ser um grande sucesso de crítica e público fora daqui.

Antes do Oscar, Danny Boyle dirigiu este longa de baixo orçamento, mas com algumas ideias bem interessantes. Seguindo o roteiro escrito por Alex Garland, vemos Londres de um futuro não muito distante dominada por zumbis pessoas infectadas com um vírus conhecido como “Rage”, que os deixa loucos hiperativos. Aí começa a batalha pela sobrevivência das poucas pessoas que sobraram com a sanidade em dia. Até aí nenhuma novidade, o charme deste filme está na maneira em que a história é contada, muito mais imersivo do que estamos acostumados a ver, mais emocional e pessoal.

Tanto 28 Days Later, como sua sequência, 28 Weeks Later, são tratados como filmes de zumbi. Mas na verdade, os infectados de ambos os filmes não seguem as características clássicas do gênero. Normalmente, zumbis são lentos, não-inteligentes, famintos por carne humana e estão mortos. Já os infectados do filme são rápidos e ainda estão vivos, apesar do vírus os manter sob um estado raivoso incontrolável. Eles podem ser mortos como um ser humano qualquer, mas não sentem dor nem demonstram sentimentos.

Devido ao baixo orçamento ($15 milhões), não era possível isolar as ruas de Londres para fazer a filmagem, portanto as cenas externas foram todas rodadas em poucas horas ao amanhecer em dias de semana. O elenco tinha apenas alguns poucos minutos para rodá-las a cada dia, sendo que pessoas da equipe pediam aos poucos pedestres que ocasionalmente apareciam para que aguardassem até que a cena fosse concluída.

Alex Garland também trabalhou com Boyle em “A Praia” e “Sunshine”. Recentemente, escreveu o roteiro inicial de Halo, filme baseado na famosa série de video-games com o mesmo nome.

O filme acabou se tornando bastante lucrativo, tendo arrecadado mais de $80 milhões.

Por Anderson Tomazi.