Película #70 - Attack The Block
Um grupo de amigos e uma ameaça alienígena. Produção inglesa de baixo orçamento (apesar de os efeitos especiais servirem bem ao que o se propõe), o filme se destaca pelo roteiro conciso  e pé no chão. Aqui, um conjunto habitacional de Londres vira um campo de batalha digno de ficção científica, e os apartamentos baratos, um forte cercado. Até que a gangue de garotos se transforma em um grupo de heróis. 

Políticamente incorreto, Ataque ao Prédio (como ficou conhecido aqui) tem muita criança falando palavrão (elenco bem escolhido), drogas e muitas cenas de ação. Inclusive, Nick Frost, conhecido dos fãs de comédias inglesas, é um traficante amigo da gangue.
Este foi um dos filmes ingleses mais premiados do ano passado, recebendo por exemplo 6 indicações ao Black Reel, inclusive melhor filme, 2 ao British Independente Film Awards, diretor estreante e revelação de ator, indicação ao Sindicato dos Roteiristas da Inglaterra, entre outros, e ainda tem o Festival de Los Angeles (melhor filme do público), SXSW (prêmio do público).
O diretor, Joe Cornish, não tem muitos trabalhos conhecidos do público fora da inglaterra (onde trabalhou em algumas séries e documentários), mas co-escreveu o roteiro de As Aventuras de Tintin, com Edgar Wright.
Filme de entretenimento repleto de boas cenas de ação e comédia. Assista!
Vídeo review aqui.
Por Anderson Tomazi

Película #70 - Attack The Block

Um grupo de amigos e uma ameaça alienígena. Produção inglesa de baixo orçamento (apesar de os efeitos especiais servirem bem ao que o se propõe), o filme se destaca pelo roteiro conciso  e pé no chão. Aqui, um conjunto habitacional de Londres vira um campo de batalha digno de ficção científica, e os apartamentos baratos, um forte cercado. Até que a gangue de garotos se transforma em um grupo de heróis. 

Políticamente incorreto, Ataque ao Prédio (como ficou conhecido aqui) tem muita criança falando palavrão (elenco bem escolhido), drogas e muitas cenas de ação. Inclusive, Nick Frost, conhecido dos fãs de comédias inglesas, é um traficante amigo da gangue.

Este foi um dos filmes ingleses mais premiados do ano passado, recebendo por exemplo 6 indicações ao Black Reel, inclusive melhor filme, 2 ao British Independente Film Awards, diretor estreante e revelação de ator, indicação ao Sindicato dos Roteiristas da Inglaterra, entre outros, e ainda tem o Festival de Los Angeles (melhor filme do público), SXSW (prêmio do público).

O diretor, Joe Cornish, não tem muitos trabalhos conhecidos do público fora da inglaterra (onde trabalhou em algumas séries e documentários), mas co-escreveu o roteiro de As Aventuras de Tintin, com Edgar Wright.

Filme de entretenimento repleto de boas cenas de ação e comédia. Assista!

Vídeo review aqui.

Por Anderson Tomazi

Bem vindos ao Pretzel Show! 

Este é o trailer do nosso 14o episódio, no qual falamos sobre Lars and the Real Girl (Garota Ideal) e Tintin (As Aventuras de Tintin). 

Enviem e-mails para:

contato@pretzel.com.br

@opretzel

Facebook.com/opretzel

www.pretzel.com.br

Quarta (16/05) teremos o episódio completo.

Película #69 - Enter The Void
Hoje vou falar sobre o trabalho mais recente do excêntrico diretor argentino Gaspar Noé, Enter The Void. Conhecido por abordar de uma forma única temas como vingança, sexo e violência, Gaspar tem um tato diferenciado para escrever diálogos, situar o espectador no ambiente e dar credibilidade e realismo mesmo em cenas muito fortes.

A piração começa pelo cenário, o longa se passa em uma Tókio noturna e repleta de luzes Neon. Passando pela trilha sonora, enquadramentos e história, tudo aqui parece um sonho maluco ou uma alucinação derivada de alucinógenos. 
A história segue Oscar, um jovem traficante americano que leva um tiro da polícia, mas continua a assistir a eventos sucessivos durante uma experiência “fora do corpo”. Vemos tudo do ponto de vista de oscar, com filmagens em primeira pessoa, que muitas vezes flutua acima das ruas da cidade, e, ocasionalmente, apresenta Oscar olhando por cima do ombro quando ele recorda momentos de seu passado. Noé rotula o filme como um “melodrama psicodélico”.
Abaixo, os primeiros 11 minutos de filme. Vale a pena ver.

Essas sequências em que a câmera flutua sobre a cidade são incríveis, lindas, mas acabam tirando um pouco da experiência depois de um tempo, pois elas acontecem muitas vezes durante as 2 horas e 30 minutos de filme. Aliás, mais da metade do que vemos se trata dessa experiência “fora do corpo” de Gaspar, o que é bonito, mas na minha opinião, daria para entender e mesmo ter este efeito se durasse metade ou 1/3 do tempo.
Com Enter de Void, você terá uma experiência totalmente não linear, que ao mesmo tempo em que nem parece um filme, também é uma experiência única e quase que inovadora, linda e bruta, visceral e poética. Se gosta de cinema de arte, não deixe de ver.
Por Anderson Tomazi 

Película #69 - Enter The Void

Hoje vou falar sobre o trabalho mais recente do excêntrico diretor argentino Gaspar Noé, Enter The Void. Conhecido por abordar de uma forma única temas como vingança, sexo e violência, Gaspar tem um tato diferenciado para escrever diálogos, situar o espectador no ambiente e dar credibilidade e realismo mesmo em cenas muito fortes.

A piração começa pelo cenário, o longa se passa em uma Tókio noturna e repleta de luzes Neon. Passando pela trilha sonora, enquadramentos e história, tudo aqui parece um sonho maluco ou uma alucinação derivada de alucinógenos. 

A história segue Oscar, um jovem traficante americano que leva um tiro da polícia, mas continua a assistir a eventos sucessivos durante uma experiência “fora do corpo”. Vemos tudo do ponto de vista de oscar, com filmagens em primeira pessoa, que muitas vezes flutua acima das ruas da cidade, e, ocasionalmente, apresenta Oscar olhando por cima do ombro quando ele recorda momentos de seu passado. Noé rotula o filme como um “melodrama psicodélico”.

Abaixo, os primeiros 11 minutos de filme. Vale a pena ver.

Essas sequências em que a câmera flutua sobre a cidade são incríveis, lindas, mas acabam tirando um pouco da experiência depois de um tempo, pois elas acontecem muitas vezes durante as 2 horas e 30 minutos de filme. Aliás, mais da metade do que vemos se trata dessa experiência “fora do corpo” de Gaspar, o que é bonito, mas na minha opinião, daria para entender e mesmo ter este efeito se durasse metade ou 1/3 do tempo.

Com Enter de Void, você terá uma experiência totalmente não linear, que ao mesmo tempo em que nem parece um filme, também é uma experiência única e quase que inovadora, linda e bruta, visceral e poética. Se gosta de cinema de arte, não deixe de ver.

Por Anderson Tomazi 

Película #68 - Cyrus
Cyrus é uma comédia-dramática escrita e dirigida pelos irmãos Jay e Mark Duplass e estrelado por John C. Reilly, Jonah Hill, Marisa Tomei e Catherine Keener. Nele conhecemos John (John C. Reilly) um cara de 40 e poucos anos, divorciado e que tem sua ex-mulher como melhor amiga. O cara não conseguiu superar a separação e por isso tem uma vida vazia onde não costuma se divertir ou fazer coisas fora do trabalho. Quando Jamie decide se casar novamente, ele acaba conhecendo a mulher ideal (Tomei), mas ela vem com um brinde, o doentio Cyrus (Hill). 

O elenco é simplesmente perfeito. Ajuda a dar credibilidade a cada cena, por mais teatral e cômica que ela seja. Os irmãos Duplass tem bastante habilidade em nos integrar a história, nos colocando como espectadores do que acontece. Isso por conta das poucas câmeras e variações de ângulos que usam, por outro lado chega a incomodar a quantidade de zooms e “Shake Cams” que usam, mas nada que atrapalhe o andamento do filme. 

Apesar de ser uma obra indiscutivelmente indie; com toques de auto-descobrimento, trilha sonora combinando clássicos dos anos 80 com coisas modernas inspiradas nessa época e piadas de humor negro, o filme não exagera em nada pois tudo parece estar na dose certa.
Não espere por gargalhadas (apesar de que dei algumas) nem pelo “indie proud” aqui. Mas se estiver precisando de um bom filme, com alguns momentos memoráveis e humor de qualidade, Cyrus é uma ótima pedida.
Por Anderson Tomazi.

Película #68 - Cyrus

Cyrus é uma comédia-dramática escrita e dirigida pelos irmãos Jay e Mark Duplass e estrelado por John C. Reilly, Jonah Hill, Marisa Tomei e Catherine Keener. Nele conhecemos John (John C. Reilly) um cara de 40 e poucos anos, divorciado e que tem sua ex-mulher como melhor amiga. O cara não conseguiu superar a separação e por isso tem uma vida vazia onde não costuma se divertir ou fazer coisas fora do trabalho. Quando Jamie decide se casar novamente, ele acaba conhecendo a mulher ideal (Tomei), mas ela vem com um brinde, o doentio Cyrus (Hill). 

O elenco é simplesmente perfeito. Ajuda a dar credibilidade a cada cena, por mais teatral e cômica que ela seja. Os irmãos Duplass tem bastante habilidade em nos integrar a história, nos colocando como espectadores do que acontece. Isso por conta das poucas câmeras e variações de ângulos que usam, por outro lado chega a incomodar a quantidade de zooms e “Shake Cams” que usam, mas nada que atrapalhe o andamento do filme. 

Apesar de ser uma obra indiscutivelmente indie; com toques de auto-descobrimento, trilha sonora combinando clássicos dos anos 80 com coisas modernas inspiradas nessa época e piadas de humor negro, o filme não exagera em nada pois tudo parece estar na dose certa.

Não espere por gargalhadas (apesar de que dei algumas) nem pelo “indie proud” aqui. Mas se estiver precisando de um bom filme, com alguns momentos memoráveis e humor de qualidade, Cyrus é uma ótima pedida.

Por Anderson Tomazi.