Película #71 - War Horse
Baseado no livro (infantil) de mesmo nome de 1982, Cavalo de Guerra é um filme de referência, mais do que um filme sobre cavalos. 

Sinopse: Em Devon, Inglaterra, enquanto a Primeira Guerra Mundial eclodia, “Joey”, o cavalo de Albert Narracott, é vendido para a Cavalaria do Exército e enviado para França. Joey serviu nas Forças Armadas do Reino Unido e da Alemanha, e é pego por fogo inimigo; morte, doenças e o destino levam-no a uma verdadeira odisséia, servindo em ambos os lados do conflíto antes de parar sozinho no meio da Terra de ninguém. Mas o que realmente importa é que Albert ainda não se esqueceu de Joey..
As referências ao cinema da década de 60 são muitas, desde a trilha sonora clássica de John Williams, passando pela fotografia bem característica deste tipo de cinema, com ângulos abertos e cores vibrantes. Lembra filmes como: E o Vento Levou, e filmes antigos da Dysnei, como Mary Poppins e tantos outros.

Infelizmente o filme não se sustenta tanto no drama, que é óbvio, e também porque a história é contada muito rapidamente em pinceladas quase que repetitivas de cada fase em que nosso herói (o cavalo) passa. Por outro lado, é uma fonte de entretenimento para a família toda, como as que costumávamos ter a temos atrás, antes de Transformers e John Carters virarem referência de filmes para todos os públicos.
Por Anderson Tomazi

Película #71 - War Horse

Baseado no livro (infantil) de mesmo nome de 1982, Cavalo de Guerra é um filme de referência, mais do que um filme sobre cavalos. 

Sinopse: Em Devon, Inglaterra, enquanto a Primeira Guerra Mundial eclodia, “Joey”, o cavalo de Albert Narracott, é vendido para a Cavalaria do Exército e enviado para França. Joey serviu nas Forças Armadas do Reino Unido e da Alemanha, e é pego por fogo inimigo; morte, doenças e o destino levam-no a uma verdadeira odisséia, servindo em ambos os lados do conflíto antes de parar sozinho no meio da Terra de ninguém. Mas o que realmente importa é que Albert ainda não se esqueceu de Joey..

As referências ao cinema da década de 60 são muitas, desde a trilha sonora clássica de John Williams, passando pela fotografia bem característica deste tipo de cinema, com ângulos abertos e cores vibrantes. Lembra filmes como: E o Vento Levou, e filmes antigos da Dysnei, como Mary Poppins e tantos outros.

Infelizmente o filme não se sustenta tanto no drama, que é óbvio, e também porque a história é contada muito rapidamente em pinceladas quase que repetitivas de cada fase em que nosso herói (o cavalo) passa. Por outro lado, é uma fonte de entretenimento para a família toda, como as que costumávamos ter a temos atrás, antes de Transformers e John Carters virarem referência de filmes para todos os públicos.

Por Anderson Tomazi

Película #70 - Attack The Block
Um grupo de amigos e uma ameaça alienígena. Produção inglesa de baixo orçamento (apesar de os efeitos especiais servirem bem ao que o se propõe), o filme se destaca pelo roteiro conciso  e pé no chão. Aqui, um conjunto habitacional de Londres vira um campo de batalha digno de ficção científica, e os apartamentos baratos, um forte cercado. Até que a gangue de garotos se transforma em um grupo de heróis. 

Políticamente incorreto, Ataque ao Prédio (como ficou conhecido aqui) tem muita criança falando palavrão (elenco bem escolhido), drogas e muitas cenas de ação. Inclusive, Nick Frost, conhecido dos fãs de comédias inglesas, é um traficante amigo da gangue.
Este foi um dos filmes ingleses mais premiados do ano passado, recebendo por exemplo 6 indicações ao Black Reel, inclusive melhor filme, 2 ao British Independente Film Awards, diretor estreante e revelação de ator, indicação ao Sindicato dos Roteiristas da Inglaterra, entre outros, e ainda tem o Festival de Los Angeles (melhor filme do público), SXSW (prêmio do público).
O diretor, Joe Cornish, não tem muitos trabalhos conhecidos do público fora da inglaterra (onde trabalhou em algumas séries e documentários), mas co-escreveu o roteiro de As Aventuras de Tintin, com Edgar Wright.
Filme de entretenimento repleto de boas cenas de ação e comédia. Assista!
Vídeo review aqui.
Por Anderson Tomazi

Película #70 - Attack The Block

Um grupo de amigos e uma ameaça alienígena. Produção inglesa de baixo orçamento (apesar de os efeitos especiais servirem bem ao que o se propõe), o filme se destaca pelo roteiro conciso  e pé no chão. Aqui, um conjunto habitacional de Londres vira um campo de batalha digno de ficção científica, e os apartamentos baratos, um forte cercado. Até que a gangue de garotos se transforma em um grupo de heróis. 

Políticamente incorreto, Ataque ao Prédio (como ficou conhecido aqui) tem muita criança falando palavrão (elenco bem escolhido), drogas e muitas cenas de ação. Inclusive, Nick Frost, conhecido dos fãs de comédias inglesas, é um traficante amigo da gangue.

Este foi um dos filmes ingleses mais premiados do ano passado, recebendo por exemplo 6 indicações ao Black Reel, inclusive melhor filme, 2 ao British Independente Film Awards, diretor estreante e revelação de ator, indicação ao Sindicato dos Roteiristas da Inglaterra, entre outros, e ainda tem o Festival de Los Angeles (melhor filme do público), SXSW (prêmio do público).

O diretor, Joe Cornish, não tem muitos trabalhos conhecidos do público fora da inglaterra (onde trabalhou em algumas séries e documentários), mas co-escreveu o roteiro de As Aventuras de Tintin, com Edgar Wright.

Filme de entretenimento repleto de boas cenas de ação e comédia. Assista!

Vídeo review aqui.

Por Anderson Tomazi

Bem vindos ao Pretzel Show! 

Este é o trailer do nosso 14o episódio, no qual falamos sobre Lars and the Real Girl (Garota Ideal) e Tintin (As Aventuras de Tintin). 

Enviem e-mails para:

contato@pretzel.com.br

@opretzel

Facebook.com/opretzel

www.pretzel.com.br

Quarta (16/05) teremos o episódio completo.

Película #69 - Enter The Void
Hoje vou falar sobre o trabalho mais recente do excêntrico diretor argentino Gaspar Noé, Enter The Void. Conhecido por abordar de uma forma única temas como vingança, sexo e violência, Gaspar tem um tato diferenciado para escrever diálogos, situar o espectador no ambiente e dar credibilidade e realismo mesmo em cenas muito fortes.

A piração começa pelo cenário, o longa se passa em uma Tókio noturna e repleta de luzes Neon. Passando pela trilha sonora, enquadramentos e história, tudo aqui parece um sonho maluco ou uma alucinação derivada de alucinógenos. 
A história segue Oscar, um jovem traficante americano que leva um tiro da polícia, mas continua a assistir a eventos sucessivos durante uma experiência “fora do corpo”. Vemos tudo do ponto de vista de oscar, com filmagens em primeira pessoa, que muitas vezes flutua acima das ruas da cidade, e, ocasionalmente, apresenta Oscar olhando por cima do ombro quando ele recorda momentos de seu passado. Noé rotula o filme como um “melodrama psicodélico”.
Abaixo, os primeiros 11 minutos de filme. Vale a pena ver.

Essas sequências em que a câmera flutua sobre a cidade são incríveis, lindas, mas acabam tirando um pouco da experiência depois de um tempo, pois elas acontecem muitas vezes durante as 2 horas e 30 minutos de filme. Aliás, mais da metade do que vemos se trata dessa experiência “fora do corpo” de Gaspar, o que é bonito, mas na minha opinião, daria para entender e mesmo ter este efeito se durasse metade ou 1/3 do tempo.
Com Enter de Void, você terá uma experiência totalmente não linear, que ao mesmo tempo em que nem parece um filme, também é uma experiência única e quase que inovadora, linda e bruta, visceral e poética. Se gosta de cinema de arte, não deixe de ver.
Por Anderson Tomazi 

Película #69 - Enter The Void

Hoje vou falar sobre o trabalho mais recente do excêntrico diretor argentino Gaspar Noé, Enter The Void. Conhecido por abordar de uma forma única temas como vingança, sexo e violência, Gaspar tem um tato diferenciado para escrever diálogos, situar o espectador no ambiente e dar credibilidade e realismo mesmo em cenas muito fortes.

A piração começa pelo cenário, o longa se passa em uma Tókio noturna e repleta de luzes Neon. Passando pela trilha sonora, enquadramentos e história, tudo aqui parece um sonho maluco ou uma alucinação derivada de alucinógenos. 

A história segue Oscar, um jovem traficante americano que leva um tiro da polícia, mas continua a assistir a eventos sucessivos durante uma experiência “fora do corpo”. Vemos tudo do ponto de vista de oscar, com filmagens em primeira pessoa, que muitas vezes flutua acima das ruas da cidade, e, ocasionalmente, apresenta Oscar olhando por cima do ombro quando ele recorda momentos de seu passado. Noé rotula o filme como um “melodrama psicodélico”.

Abaixo, os primeiros 11 minutos de filme. Vale a pena ver.

Essas sequências em que a câmera flutua sobre a cidade são incríveis, lindas, mas acabam tirando um pouco da experiência depois de um tempo, pois elas acontecem muitas vezes durante as 2 horas e 30 minutos de filme. Aliás, mais da metade do que vemos se trata dessa experiência “fora do corpo” de Gaspar, o que é bonito, mas na minha opinião, daria para entender e mesmo ter este efeito se durasse metade ou 1/3 do tempo.

Com Enter de Void, você terá uma experiência totalmente não linear, que ao mesmo tempo em que nem parece um filme, também é uma experiência única e quase que inovadora, linda e bruta, visceral e poética. Se gosta de cinema de arte, não deixe de ver.

Por Anderson Tomazi 

Película #68 - Cyrus
Cyrus é uma comédia-dramática escrita e dirigida pelos irmãos Jay e Mark Duplass e estrelado por John C. Reilly, Jonah Hill, Marisa Tomei e Catherine Keener. Nele conhecemos John (John C. Reilly) um cara de 40 e poucos anos, divorciado e que tem sua ex-mulher como melhor amiga. O cara não conseguiu superar a separação e por isso tem uma vida vazia onde não costuma se divertir ou fazer coisas fora do trabalho. Quando Jamie decide se casar novamente, ele acaba conhecendo a mulher ideal (Tomei), mas ela vem com um brinde, o doentio Cyrus (Hill). 

O elenco é simplesmente perfeito. Ajuda a dar credibilidade a cada cena, por mais teatral e cômica que ela seja. Os irmãos Duplass tem bastante habilidade em nos integrar a história, nos colocando como espectadores do que acontece. Isso por conta das poucas câmeras e variações de ângulos que usam, por outro lado chega a incomodar a quantidade de zooms e “Shake Cams” que usam, mas nada que atrapalhe o andamento do filme. 

Apesar de ser uma obra indiscutivelmente indie; com toques de auto-descobrimento, trilha sonora combinando clássicos dos anos 80 com coisas modernas inspiradas nessa época e piadas de humor negro, o filme não exagera em nada pois tudo parece estar na dose certa.
Não espere por gargalhadas (apesar de que dei algumas) nem pelo “indie proud” aqui. Mas se estiver precisando de um bom filme, com alguns momentos memoráveis e humor de qualidade, Cyrus é uma ótima pedida.
Por Anderson Tomazi.

Película #68 - Cyrus

Cyrus é uma comédia-dramática escrita e dirigida pelos irmãos Jay e Mark Duplass e estrelado por John C. Reilly, Jonah Hill, Marisa Tomei e Catherine Keener. Nele conhecemos John (John C. Reilly) um cara de 40 e poucos anos, divorciado e que tem sua ex-mulher como melhor amiga. O cara não conseguiu superar a separação e por isso tem uma vida vazia onde não costuma se divertir ou fazer coisas fora do trabalho. Quando Jamie decide se casar novamente, ele acaba conhecendo a mulher ideal (Tomei), mas ela vem com um brinde, o doentio Cyrus (Hill). 

O elenco é simplesmente perfeito. Ajuda a dar credibilidade a cada cena, por mais teatral e cômica que ela seja. Os irmãos Duplass tem bastante habilidade em nos integrar a história, nos colocando como espectadores do que acontece. Isso por conta das poucas câmeras e variações de ângulos que usam, por outro lado chega a incomodar a quantidade de zooms e “Shake Cams” que usam, mas nada que atrapalhe o andamento do filme. 

Apesar de ser uma obra indiscutivelmente indie; com toques de auto-descobrimento, trilha sonora combinando clássicos dos anos 80 com coisas modernas inspiradas nessa época e piadas de humor negro, o filme não exagera em nada pois tudo parece estar na dose certa.

Não espere por gargalhadas (apesar de que dei algumas) nem pelo “indie proud” aqui. Mas se estiver precisando de um bom filme, com alguns momentos memoráveis e humor de qualidade, Cyrus é uma ótima pedida.

Por Anderson Tomazi.

Película #67 - Blue Valentine
Blue Valentine é mais um filme que fala da complexidade do amor, do início apaixonado ao fim catastrófico (pelo menos pra quem vive a situação). Em Namorados Para Sempre (nome em português que não faz sentido nenhum), conhecemos Dean (Ryan Gosling) e de Cindy (Michelle Williams).

Casados há vários anos e com uma filha, Cindy e Dean passam por um momento de crise, vendo o relacionamento ser contaminado por uma série de incertezas. Dispostos a seguir em frente, os dois tentam (um mais do que o outro) superar os problemas, buscando no passado e no presente os motivos que o mantiveram unidos até este momento e os fizeram se apaixonar um pelo outro.
O filme se destaca ao contar a história sendo imparcial (pelo menos na maior parte do tempo) e ao não dramatizar demais o que estamos vendo. Assim, o que acontece na vida do casal vai nos sendo mostrado de uma forma verdadeira, honesta e crível.

Além do bom roteiro, que em 2006 ganhou o Chrysler Film Project, podemos nos deleitar com uma fotografia muito bem cuidada e uma trilha sonora de primeira. Algumas músicas foram inclusive compostas e performadas pelo próprio Ryan Gosling. 

Curiosidade: O filme originalmente seria rodado na primavera de 2008, mas o projeto foi adiado devido a morte de Heath Ledger. Os produtores e o diretor, em consideração à filha do ator, Matilda, e sua mãe Michelle Williams, preferiram dar um tempo a contratar outra atriz para o papel.
Você vai se ver nesta situação, pode ter certeza, talvez fique um pouco triste, mas ainda assim vale a pena conferir. Blue Valentine é um filme de amor que não se direciona apenas ao público feminino que costuma consumir comédias românticas.
Por Anderson Tomazi.

Película #67 - Blue Valentine

Blue Valentine é mais um filme que fala da complexidade do amor, do início apaixonado ao fim catastrófico (pelo menos pra quem vive a situação). Em Namorados Para Sempre (nome em português que não faz sentido nenhum), conhecemos Dean (Ryan Gosling) e de Cindy (Michelle Williams).

Casados há vários anos e com uma filha, Cindy e Dean passam por um momento de crise, vendo o relacionamento ser contaminado por uma série de incertezas. Dispostos a seguir em frente, os dois tentam (um mais do que o outro) superar os problemas, buscando no passado e no presente os motivos que o mantiveram unidos até este momento e os fizeram se apaixonar um pelo outro.

O filme se destaca ao contar a história sendo imparcial (pelo menos na maior parte do tempo) e ao não dramatizar demais o que estamos vendo. Assim, o que acontece na vida do casal vai nos sendo mostrado de uma forma verdadeira, honesta e crível.

Além do bom roteiro, que em 2006 ganhou o Chrysler Film Project, podemos nos deleitar com uma fotografia muito bem cuidada e uma trilha sonora de primeira. Algumas músicas foram inclusive compostas e performadas pelo próprio Ryan Gosling

Curiosidade: O filme originalmente seria rodado na primavera de 2008, mas o projeto foi adiado devido a morte de Heath Ledger. Os produtores e o diretor, em consideração à filha do ator, Matilda, e sua mãe Michelle Williams, preferiram dar um tempo a contratar outra atriz para o papel.

Você vai se ver nesta situação, pode ter certeza, talvez fique um pouco triste, mas ainda assim vale a pena conferir. Blue Valentine é um filme de amor que não se direciona apenas ao público feminino que costuma consumir comédias românticas.

Por Anderson Tomazi.

Película #66 - We Need To Talk About Kevin
Baseado no livro de mesmo nome escrito por Lionel Shriver em 2003, o filme conta a história de Eva, a mãe de um garoto perturbado que comete uma série de assassinatos em sua escola, no estilo Columbine. Aqui, vemos sob a perspectiva dela como foi a infância e adolescência do garoto, mas também como é a vida de uma mãe de assassino. 

Tilda Swinton está excepcionalmente bem, ela funciona como um equalizador para o filme que tende a ser frio em alguns momentos e exageradamente dramático em outros. A ótima trilha sonora foi composta por Jonny Greenwood, guitarrista da banda Radiohead, ela multiplica a tensão e agonia que vemos na tela.
A fotografia em contrapartida, é maravilhosa (recomendo ver o filme na melhor definição possível). Ela chega a destoar do filme, toda bem cuidada, fazendo muito uso do bokeh e do contraste de cores, predominando o vermelho. 

Algumas pessoas podem não gostar do filme, até porque ele incomoda bastante em alguns momentos. Chega a dar raiva. Mas os pontos positivos são, a meu ver, bem mais evidentes.
Por Anderson Tomazi.

Película #66 - We Need To Talk About Kevin

Baseado no livro de mesmo nome escrito por Lionel Shriver em 2003, o filme conta a história de Eva, a mãe de um garoto perturbado que comete uma série de assassinatos em sua escola, no estilo Columbine. Aqui, vemos sob a perspectiva dela como foi a infância e adolescência do garoto, mas também como é a vida de uma mãe de assassino. 

Tilda Swinton está excepcionalmente bem, ela funciona como um equalizador para o filme que tende a ser frio em alguns momentos e exageradamente dramático em outros. A ótima trilha sonora foi composta por Jonny Greenwood, guitarrista da banda Radiohead, ela multiplica a tensão e agonia que vemos na tela.

A fotografia em contrapartida, é maravilhosa (recomendo ver o filme na melhor definição possível). Ela chega a destoar do filme, toda bem cuidada, fazendo muito uso do bokeh e do contraste de cores, predominando o vermelho. 

Algumas pessoas podem não gostar do filme, até porque ele incomoda bastante em alguns momentos. Chega a dar raiva. Mas os pontos positivos são, a meu ver, bem mais evidentes.

Por Anderson Tomazi.

Película #65 - The Descendants
Os Descendentes é um filme dirigido por Alexander Payne, em que George Clooney está na pele de um advogado que tem de lidar com um situação difícil, sua mulher está em coma e a família, que já tinha problemas antes disso, tem que aprender a lidar com a situação. 

Pra começo de conversa, este é um filme indie. Desde o início podemos notar isso; não só pela trilha sonora, mas também por conta dos enquadramentos, cenas demoradas, os elementos de comédia dentro de um drama forte. Todas estas características, que fizeram de Payne famoso, pois ele sabe lidar com isso como poucos.
O diretor mostrou seu talento em Confissões de Schmidt (com Jack Nicholson) e Sideways, onde também concorreu a 5 Oscars e ganhou 1. Estes outros trabalhos também tinham os elementos que encontramos agora em descendentes, inclusive o humor negro, que é uma das características mais marcantes dele. 
Aqui, a história é extremamente bem contada. George Clooney está extremamente bem, dando toda a credibilidade possível para uma pessoa que passa pelo que seu personagem está vivendo ali. A trilha sonora, as piadinhas ácidas e um local lindo ajudam a dar mais dinâmica ao filme que encanta, fere e te faz pensar em todos os momentos. Não deixe de assistir.
Por Anderson Tomazi

Película #65 - The Descendants

Os Descendentes é um filme dirigido por Alexander Payne, em que George Clooney está na pele de um advogado que tem de lidar com um situação difícil, sua mulher está em coma e a família, que já tinha problemas antes disso, tem que aprender a lidar com a situação. 

Pra começo de conversa, este é um filme indie. Desde o início podemos notar isso; não só pela trilha sonora, mas também por conta dos enquadramentos, cenas demoradas, os elementos de comédia dentro de um drama forte. Todas estas características, que fizeram de Payne famoso, pois ele sabe lidar com isso como poucos.

O diretor mostrou seu talento em Confissões de Schmidt (com Jack Nicholson) e Sideways, onde também concorreu a 5 Oscars e ganhou 1. Estes outros trabalhos também tinham os elementos que encontramos agora em descendentes, inclusive o humor negro, que é uma das características mais marcantes dele. 

Aqui, a história é extremamente bem contada. George Clooney está extremamente bem, dando toda a credibilidade possível para uma pessoa que passa pelo que seu personagem está vivendo ali. A trilha sonora, as piadinhas ácidas e um local lindo ajudam a dar mais dinâmica ao filme que encanta, fere e te faz pensar em todos os momentos. Não deixe de assistir.

Por Anderson Tomazi

Veja os trailers dos últimos episódios do Pretzel:
Pretzel Grindhouse

Pretzel Show #4

Veja os trailers dos últimos episódios do Pretzel:

Pretzel Grindhouse

Pretzel Show #4

Película #64 - Melancholia
Dirigido pelo polêmico Lars von Trier, que inclusive foi convidado a não voltar mais a Cannes por comentários sobre Hitler feitos no painel deste filme. Melancolia conta a história de duas irmãs; Justine (Kirsten Dunst) e Claire (Charlotte Gainsbourg).
Justine leva sua vida fazendo as coisas no modo “automático”, trabalhando em um emprego que não lhe agrada com um chefe babaca e casando com seu namorado de longa data. Claire é a responsável por fazer a festa funcionar, uma festa muito chique realizada em um castelo maravilhoso, mas nada parece agradar a irmã.

O ponto forte do filme é focar na reação humana ao fim eminente. Diferente da maioria do que se vê no cinema americano, Lars não mostra como os habitantes das grandes cidades reagiriam a uma catástrofe como essa, mas sim como pessoas complicadas, com personalidades próprias reagiriam a isso isoladas do mundo. 
Regada a boa música clássica, vemos principalmente na primeira parte do filme takes maravilhosos, com cenas em slow motion que são fantasticamente bonitas. Em contrapartida a isso, nos sentimos mal com toda a melancolia da personagem principal e toda a roupa suja lavada pela família, o que chega a incomodar. 
A segunda parte do longa nos faz ligar um pouco mais para os personagens, ali percebemos como cada um lida com o que aconteceu, e o que está para acontecer. Nesta hora, Claire mostra seu lado humano mudando sua ideia sobre o que acreditar o tempo todo; seu marido tende para o lado da ciência e diz que não haverá colisão, enquanto sua irmã depressiva está crente de que o fim é inevitável.



Apesar de atuações perfeitas, fotografia e trilha sonora muito boas, o filme falha na hora de cativar o espectador. Se não sentimos a dor que as irmãs estão sentido, não há tanta emoção como deveria, e assim o filme quase perde sentido. Melancolia é uma obra depressiva, que praticamente faz uma apologia a dor e a depressão. Vale a pena ver e refletir, mas assista algo mais leve em seguida.
Por Anderson Tomazi

Película #64 - Melancholia

Dirigido pelo polêmico Lars von Trier, que inclusive foi convidado a não voltar mais a Cannes por comentários sobre Hitler feitos no painel deste filme. Melancolia conta a história de duas irmãs; Justine (Kirsten Dunst) e Claire (Charlotte Gainsbourg).

Justine leva sua vida fazendo as coisas no modo “automático”, trabalhando em um emprego que não lhe agrada com um chefe babaca e casando com seu namorado de longa data. Claire é a responsável por fazer a festa funcionar, uma festa muito chique realizada em um castelo maravilhoso, mas nada parece agradar a irmã.

O ponto forte do filme é focar na reação humana ao fim eminente. Diferente da maioria do que se vê no cinema americano, Lars não mostra como os habitantes das grandes cidades reagiriam a uma catástrofe como essa, mas sim como pessoas complicadas, com personalidades próprias reagiriam a isso isoladas do mundo. 

Regada a boa música clássica, vemos principalmente na primeira parte do filme takes maravilhosos, com cenas em slow motion que são fantasticamente bonitas. Em contrapartida a isso, nos sentimos mal com toda a melancolia da personagem principal e toda a roupa suja lavada pela família, o que chega a incomodar. 

A segunda parte do longa nos faz ligar um pouco mais para os personagens, ali percebemos como cada um lida com o que aconteceu, e o que está para acontecer. Nesta hora, Claire mostra seu lado humano mudando sua ideia sobre o que acreditar o tempo todo; seu marido tende para o lado da ciência e diz que não haverá colisão, enquanto sua irmã depressiva está crente de que o fim é inevitável.

Apesar de atuações perfeitas, fotografia e trilha sonora muito boas, o filme falha na hora de cativar o espectador. Se não sentimos a dor que as irmãs estão sentido, não há tanta emoção como deveria, e assim o filme quase perde sentido. Melancolia é uma obra depressiva, que praticamente faz uma apologia a dor e a depressão. Vale a pena ver e refletir, mas assista algo mais leve em seguida.

Por Anderson Tomazi